O DEUS QUE CONDENA O 666
“Esse Deus cristão, que com sua Bíblia Sagrada e preceitos religiosos,
através do seu instrumento de poder na Terra, a Igreja Católica Apostólica
Romana, assassinou e condenou à fogueira, com a Inquisição, aos mais sábios e
ilustres pensadores, deteve o desenvolvimento e progresso das ciências e
submeteu a Humanidade durante séculos no mais retrógrado obscurantismo...
Esse mesmo Deus cristão, sobre cuja Bíblia Sagrada juram em seu nome ao
tomar o Poder os piores governantes e criminosos tiranos, que não encontram
nunca nessa Bíblia Sagrada nem a iluminação, nem a bondade, nem a inspiração
necessária que esse Deus, ante tal situação, está moralmente obrigado a
dar-lhes para ajudá-los a construir um mundo melhor e evitar injustiças
maiores...
Não tem esse Deus cristão, nem nenhum outro, que permite desconhecer e
pisotear impunemente, até os seus mais elevados e sagrados princípios, não tem,
é necessário repetir, esse Deus cristão nem nenhum outro, a moral e o direito
para exigir ao Homem adorações, como tampouco para deter, impedir ou destruir o
processo histórico que temos posto em marcha com nosso “Projeto 666” .
A NECESSÁRIA REBELIÃO DO 666
E ante qualquer derrota que possamos ter ao, enfrentar no campo de
batalha a esse Deus inconseqüente e injusto, pereceremos com a dignidade, o
valor, a honra e a consciência de poder depois determinar que esse suposto
Juízo Final no qual seremos condenados e julgados, que ao examinar o destino do
mundo que ele, como Deus, criou para nós, nossa rebelião era um direito
legítimo. Nosso desconhecimento e rechaço ao seu Poder e Paraíso Celestial era
uma necessidade. E nossa oposição e enfrentamento a ele como Deus era também um
dever irrenunciável.
Não podíamos aceitar simplesmente as injustiças e irresponsabilidades
para as que ele, como Deus, nos havia criado. Teríamos, então, como único meio,
elaborar e construir, com base nas próprias forças, o nosso destino. Porque
estávamos sós, abandonados e injustamente condenados por um destino e vontade
divina que se nos havia imposto de antemão, sem que nós, sob nenhuma
circunstância, podíamos aceitar nem permitir passivamente. Ante tais fatos, em
nossa necessidade e dever de rebelião, encontramos nosso “Anticristo” na
realização e concretização de nosso “projeto 666” . (M.S. ,1ª edição Espanhola)
NÃO PODEMOS RENUNCIAR AO 666
“E alegaríamos como única defesa a nossa atitude, determinação e
conduta, que só o fato desse mesmo Deus todo poderoso tenha de impor seu
paraíso e justiça celestial, ao preço do Armagedon e Apocalipse da Humanidade,
constitui a melhor prova de nossa inocência, diante das inconseqüências e
incapacidade de compreensão e razões desse mesmo Deus todo poderoso que, tendo
outorgado ao homem consciência, desconheceu tão irresponsável e miseravelmente
as implicações e o dever que contraiu com o homem, com nós, na decisão e
solução dos problemas que implicam a existência humana.
Em uma situação em que nós não podemos aceitar as injustiças existentes
hoje no mundo, e em que cremos ter os meios para ajudar a humanidade a resolver
os problemas que lhe afligem, não podemos renunciar à solução desses problemas
e às medidas capazes de fazê-lo; nosso “Projeto 666” , que permite ao homem
resolvê-los e converter-se, também, em dono do seu próprio destino. Não
podemos, então, renunciar ao 666 e a tudo o que ele representa.
É o mínimo que nos exigem os homens, mulheres e crianças, que nos países
pobres do mundo constituem legiões de condenados; legiões de milhões, de
dezenas e de centos de milhões de desamparados e explorados, de povos e nações
vítimas da pobreza, das enfermidades e da fome, e que têm, em sua miserável e
desumana existência, o Armagedon de todos os dias. Não podemos, pois, renunciar
ao 666 e a tudo o que ele representa. Condenados, não importa; a História nos
absolverá.” (M.S. págs. 168 e 169)
O QUE É REALMENTE O 666
“Nós somos como “ 666” o desenvolvimento e futuro do mundo, a força
política que irá resolver todos os problemas político-sociais da Humanidade. E irá ser a Europa do Mercado Comum, com suas
necessidades, problemas e desenvolvimento histórico, a que irá, no fim, facilitar
o triunfo desta nossa justa luta.
O “ 666” não é um homem a quem se pode deter ou assassinar, o “ 666” é
um conjunto de idéias e interpretações históricas, representadas num projeto
que encerra os melhores sonhos e metas da Humanidade e como tal é indestrutível,
e irá ser também uma realidade inquestionável. Nós somos somente indivíduos,
enquanto expositores destes sonhos que todos os que os almejam podem
representar, por isso somos invencíveis, por ser simplesmente a Humanidade em
seu desenvolvimento e justa busca de solução para todos os problemas.

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