"A vida não muda com a virada da folha de um calendário. A única maneira de mudar a vida é mudarmos."
Georg Christoph Lichtenberg ( 1742-1799) - Físico e escritor alemão
Cada ano que se aproxima do final nos leva à prática de um antigo ritual, as famosas resoluções de fim de ano. Na semana entre o Natal e o Ano Novo nós fazemos sérias considerações sobre como ser uma pessoa melhor e tratamos de fazer algumas anotações. Se somos realmente pessoas sérias, produzimos uma longa lista a serem realizados no ano seguinte.
O processo mental por trás desse fenômeno parece funcionar assim:
O dia do Ano Novo não só dá início a um novo calendário, como também nos faz lembrar da importância dos novos começos.
O nascimento de uma criança, o primeiro automóvel, a paixão intensa de um novo relacionamento - tudo isso insufla em nós uma corrente de ar fresco. Começos vêm sempre acompanhados de uma grande variedade de emoções. Está sempre presente um elemento de excitação e de surpresa. O desconhecido envolve um certo aspecto de mistério. Na novidade há também um toque de medo e apreensão. É como navegar por mares nunca d'antes navegados...
São muitos os que fazem propósitos de Ano Novo. Prometem a si mesmos que esse ano será diferente. Eu realmente vou começar a economizar para a minha aposentadoria. Eu realmente vou perder peso e vou manter a forma. Eu vou ficar mais tempo com a minha família. Eu vou tirar trinta dias de férias. Eu vou pagar todas as minhas dívidas. Eu vou...etc. E, é lógico, tudo isso é psicologicamente direcionado com muitíssimo prazer no primeiro dia do Ano Novo. Mas, ah, como se acaba facilmente todo esse fervor!
Você tenta avaliar o que realizou no ano que passou e é obrigado a enchergar a dura realidade. O tempo passou e você , mais uma vez, desperdiçou as oportunidades que lhe foram dadas para encontrar a sua felicidade.
Compromissos e mais compromissos lhe trazem uma carga de responsabilidade que você havia subestimado.
Na contabilidade de suas ações, encontra uma série de atividades rotineiras e que expressa uma dimensão puramente quantitativa de sua vida: trabalhou tantos dias, dormiu tantas horas, foi tantas vezes a tal lugar, foi promovido, foi tantas vezes a igreja, poupou tanto...
Mas difícil é verificar que os filhos cresceram e você não teve tempo para acompanhá-los em sua vida. Estava muito ocupado com sua carreira, e agora tudo é mais difícil, pois eles também não tem tempo para você. Orientados por seus sonhos, buscam seus momentos de alegria que se afastam dos seus. E você vê neles o você de ontem.
Adiou mais uma vez aquele plano, pois lhe pareceu egoísmo demais pensar em você. O que os outros iriam pensar se, de repente, o "pegassem" pensando em sua própria felicidade. Quanto egoísmo, não é?
Viu companheiros sendo promovidos enquanto amargava a estagnação, pois não teve tempo (ou interesse?) para se desenvolver.
E lá se vão mais sonhos para povoar o fundo do baú.
Na hora em que você deitar sua cabeça no travesseiro, eles o cobrarão, bem despertos. Afinal, eles só existem porque você existe. E só existem para você.
As horas que você perdeu ontem não retornarão jamais. São como os raios de sol, que bafejam na sua face por breves instantes e depois se recolhem por trás dos montes levando com eles a seiva da vida.
Entre o quantitativo e o qualitativo, a pessoa influenciada pelas resoluções de Ano Novo só se lembra do fazer e não do ser.
Leva a vida como incessante repetição de atividades rotineiras pelos seus papéis: pai , mãe, executivo, filho, aluno, professor...
Acorda no mesmo horário todos os dias, veste seu traje padronizado, marca a sua presença no local de trabalho como autônomo pré- programado. Sai percorrendo os mesmos roteiros: janta, lê (quando lê), assiste à televisão, dorme e acorda no mesmo horário... Tudo certinho!
À sua volta, as oportunidades se afloram e são negligenciadas. Você diz:
- A partir de agora, será diferente.
- Vou...
Planos , planos, planos...O que lhe falta?
Por que estas resoluções tão positivas não se convertem em mudanças efetivas?
A felicidade não é gerada por um ano, ela é gerada por homens e mulheres. A vida não muda com a virada de uma folha do calendário. A única maneira de mudarmos a vida é mudando nós mesmos.
Por que você desiste antes mesmo de ter dado os primeiros passos?
Eu gostaria de sugerir uma nova frase que podemos usar para nos saudarmos na passagem do Ano Novo: FELIZ VOCÊ NOVO!


Um comentário:
Como a algum tempo que não fazia uma visita, hoje resolvi ver o que está a escrever.É o anseio da minha alma que Jesus seja consigo, e encaminhe seus passos pela vereda da justiça. E que Ele cresça na sua vida de maneira que seja visto pelas pessoas que rodeiam sua vida, que o amor de Jesus fortaleça sua vida, e seja como um rio transbordante. Também resolvi dizer-lhe que embora não te conheça mas em Cristo te amo, e continue a ser luz. Um abraço.
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